A greve desta quinta-feira vai insistir na oposição à Reforma Tributária, vai continuar no dia 19 de maio e vai continuar enquanto o governo persistir na atual proposta, acrescentou o líder da Central Unitaria dos Trabalhadores, Francisco Maltés.
Haverá marchas massivas, vigorosas e pacíficas, enquanto os pedidos contemplarão pontos como renda básica e apoio às pequenas e médias empresas, incluídos no caderno de encargos apresentado em 2019 pelo Comitê de Greve.
Além disso, planejamos um dia 1ú de maio, Dia do Trabalho, para cidades onde isso seja possível devido à ausência de confinamento diante do Covid-19, e nas quais não haja condições, o protesto será feito nas redes sociais.
Os porta-vozes do referido Comitê também pediram ao governo para agir contra o aumento dos crimes contra lideranças sociais, bem como contra o aumento de feminicídios e vítimas da pandemia do Covid-19.
As pessoas passam fome por causa da crise econômica ou por causa da doença, porque ‘as vacinas não chegam a tempo’, acrescentaram os organizadores.
A greve desta quarta-feira deixou um morto, 42 feridos e o mesmo número presos, devido aos atos violentos de cidadãos fora dos protestos, organizados em todo o país.
Ações pacíficas se misturaram a ataques de indivíduos inescrupulosos, que sabotaram prédios públicos e rodoviárias, incendiaram veículos e causaram a morte de uma pessoa em Cali.
Essa cidade do oeste registrou ataques em que foram detidos cerca de 30 cidadãos, atos violentos contra militares e graves problemas de ordem pública, segundo o ministro do Interior, Daniel Palacios.
A greve convocada pelas centrais de trabalhadores rejeitou as medidas tributárias do chamado Projeto de Lei de Solidariedade Sustentável, anunciado pelo executivo para financiar a crise gerada pelo Covid-19.
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