A Agência, criada por Ernesto Che Guevara e Jorge Ricardo Masetti, recebeu neste dia de 1974 a distinção que premia a trajetória relevante de profissionais da imprensa e instituições de Cuba e do mundo.
Quando posteriormente foi aprovado o sistema de condecorações do Conselho de Estado da República de Cuba, o estímulo passou a ser a Distinção Félix Elmusa de acordo com o Decreto-Lei 30 de 10 de dezembro de 1979.
O prêmio constitui o maior reconhecimento da União dos Jornalistas de Cuba (UPEC) aos comunicadores e outros profissionais do setor com 15 ou mais anos de serviço, a meios de comunicação e instituições de destaque relacionadas com a imprensa.
A UPEC expôs em 1974 o notável trabalho dos correspondentes da Agência em dezenas de países onde mostraram -e continuam a fazê-lo- os fatos de uma perspectiva diferente, sem o viés dos meios de comunicação das potências dominantes.
As iniciais PL representam uma sólida alternativa de comunicação dos movimentos sociais, dos governos progressistas e da épica resistência dos povos do mundo, especialmente dos latino-americanos, contra o imperialismo.
A alta distinção reconhece a fidelidade da Agência ao jornalismo comprometido com as causas justas, em linha com a trajetória do jornalista e combatente revolucionário cubano Félix Elmusa Agaisse (1917-1956).
Elmusa obteve o certificado de aptidão jornalística da Escola Profissional de Jornalismo Manuel Márquez Sterling em 1946, ingressou no Colégio Nacional de Jornalistas em 1949 e foi chefe de informação dos noticiários da antiga emissora Progreso Cubano.
Após seu exílio no México em 1953, ele se juntou à força expedicionária do iate Granma e lutou nas montanhas do leste de Cuba até seu assassinato em 1956 em Niquero, território da atual província de Granma.
No contexto do 64º aniversário de Prensa Latina, que acaba de ser completado em 16 de junho, personalidades e instituições mundiais estendem seu agradecimento aos meios de comunicação por sua defesa da verdade.
Entretanto, a UPEC evoca hoje o 49º aniversário da outorga da Ordem Félix Elmusa a esta agência de informação que surgiu da necessidade histórica da América Latina exposta pelo líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro: “não ser vítima de mentiras imperialistas”.
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