As milícias RSF, lideradas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo, e o CST, liderado pelo general Abdel Fattah al Burhan, estão no centro da guerra civil sudanesa, que já dura quase dois anos e causou a maior crise de refugiados da história, com 14 milhões de pessoas e mais de 24 mil mortes, em sua maioria civis.
O retorno do exército à mansão executiva e aos prédios oficiais reafirma o CST como autoridade nacional nesse país do nordeste da África e, portanto, diminui as chances de reconhecimento da criação planejada pela RSF de um governo paralelo.
No entanto, é improvável que essa vitória, fruto de uma ofensiva bem-sucedida, marque uma reviravolta definitiva na conflagração, pois as RSF dominam áreas no interior do país e ainda contam com o apoio logístico de aliados locais e internacionais.
Prova disso é o ataque aéreo no início desta semana em um mercado popular no estado de Darfur, que matou 54 pessoas e feriu 23, todos civis, atribuídos ao exército, cujos porta-vozes negam a alegação e afirmam que a ação tinha como alvo os comandantes da RSF.
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