Durante sua participação na Cúpula de Direito Marítimo e da Água, realizada nessa capital, o Ministro de Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, disse que o investimento planejado chega a oito bilhões de dólares.
Como ele explicou no fórum, a estratégia é aproveitar a posição geográfica para competir em um setor que está crescendo rapidamente.
De acordo com o funcionário, já em 2021 uma empresa norte-americana procurou o governo para explorar a viabilidade do projeto do gasoduto e agora eles pretendem promover a licitação da obra com a contribuição de empresas privadas.
Icaza acredita que essa iniciativa ajudará a gerar uma “nova economia” graças à diversidade de atividades que o oleoduto pode trazer, além da operação do canal.
Por outro lado, o surgimento do porto de Chancay, no Peru, e o desenvolvimento de corredores interoceânicos, como o do Istmo de Tehuantepec, no México, tornam necessário que a hidrovia interoceânica diversifique sua oferta internacional para permanecer na vanguarda do desenvolvimento marítimo e logístico.
De acordo com o presidente da Associação Panamenha de Direito Marítimo, Joaquín De Obarrio, o país deve aproveitar a situação atual para melhorar seu conglomerado de logística portuária, com o desenvolvimento de estaleiros de alto nível e outros projetos relacionados, a fim de aprimorar a plataforma de serviços.
A esse respeito, o administrador da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), Ricaurte Vázquez, disse que está trabalhando na promoção do Corredor Logístico Terrestre, que buscará expandir a seção que vai de Cocolí à Ponte Centenária e levá-la à província de Colón, para uni-la à Ponte Atlântica.
Além disso, disse ele, a ACP está interessada em assumir o controle do Porto de Corozal.
Vázquez explicou que o Canal gera um volume crescente de carga e abre oportunidades para o desenvolvimento de outras atividades na área de trânsito, o que foi recentemente aprovado pela Suprema Corte de Justiça.
O Canal do Panamá, que conecta 180 rotas em 170 países por meio de 1.920 portos, é responsável por 6% do comércio marítimo mundial.
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