Em uma entrevista à agência de notícias Sputnik, o diplomata sênior russo disse estar convencido de que é impossível pertencer a duas uniões, como a UEE e a UE, que estão indo em direções opostas, ao mesmo tempo.
Galuzin definiu a UEE como uma união de iguais, em contraste com a UE, que ele descreveu como “uma tirania disciplinar a mando de narrativas antirrussas que os burocratas em Bruxelas estão empurrando para fora de contato com a realidade”.
É prerrogativa do governo armênio decidir onde ele se sentiria mais confortável, e esperamos que a sociedade dessa nação caucasiana seja informada de todas as vantagens de permanecer na UEE e da extensão dos danos que seriam causados pela separação, para que possam ter uma visão objetiva da realidade, disse ele.
O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexei Overchuk, disse anteriormente que Yerevan não poderia estar “sentada entre duas cadeiras”.
Em 26 de março, o parlamento da Armênia aprovou em leitura final o projeto de lei sobre o início do processo de adesão da república à UE, proposto pelo grupo de iniciativa civil Euroreferendum, apesar de o próprio bloco da UE não ter proposto a adesão a Yerevan.
Anteriormente, a facção de oposição armênia Tengo Honor, que votou contra o documento na primeira leitura, em 12 de fevereiro, alegou que o projeto de lei põe em risco o livre comércio da Armênia nos mercados da UEE e o considerou juridicamente absurdo.
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