Domingo, Abril 06, 2025
NOTÍCIA

China rejeita as tarifas recíprocas de Trump e promete contramedidas

Beijing, 3 abr (Prensa Latina) O Ministério de Comércio da China expressou hoje sua firme oposição à decisão dos Estados Unidos de impor tarifas "recíprocas" a seus sócios comerciais e prometeu contramedidas para proteger seus interesses.

De acordo com a declaração, a justificativa de Washington, baseada em um suposto desequilíbrio comercial, ignora os resultados de décadas de negociações multilaterais que estabeleceram um equilíbrio de benefícios no comércio internacional.

A posição dos EUA, baseada em uma avaliação subjetiva e unilateral, não está em conformidade com os padrões globais e prejudica os direitos e interesses legítimos de seus parceiros comerciais, acrescentou.

De fato, várias nações já expressaram sua forte rejeição a essa medida, chamando-a de prática unilateral e abusiva.

Beijing ressaltou que, historicamente, as tarifas mais altas não resolveram os problemas internos dos EUA, mas afetaram seus próprios interesses, colocando em risco o desenvolvimento econômico global e a estabilidade das cadeias de produção e fornecimento.

“Uma guerra comercial não tem vencedores, e o protecionismo não tem futuro”, disse o ministério.

A China pediu aos EUA que cancelassem imediatamente as medidas tarifárias unilaterais e resolvessem as diferenças com seus parceiros comerciais por meio de um diálogo igualitário.

O presidente Donald Trump intensificou sua guerra comercial global no dia anterior ao anunciar uma tarifa básica de 10% sobre as importações de todos os países, uma medida que entrará em vigor a partir de sexta-feira.

Também foi revelada uma tarifa mais alta para dezenas de países que a Casa Branca considerou os piores infratores das barreiras comerciais. Cerca de 60 nações que enfrentam uma tarifa recíproca mais alta verão essas taxas entrarem em vigor em 9 de abril.

O presidente também anunciou um imposto de 25% sobre todos os carros fabricados no exterior, que entrará em vigor hoje.

A China (34%), o Vietnã (46%), Taiwan (32%) e a União Europeia (20%) estão entre os países afetados por tarifas recíprocas.

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