A principal organização sindical do país informou que durante o dia haverá mobilizações e outras formas de protesto em todas as regiões, com a participação dos diversos setores que a compõem.
O secretário-geral da CUT, Eric Campos, disse que a greve não é apenas um ato de protesto, mas um apelo à construção de um país onde o desenvolvimento não seja um simples indicador económico, mas uma realidade em benefício de todos.
Além disso, o apelo pretende ser uma resposta a um cenário político em que o debate democrático e as possibilidades de transformação real estão cada vez mais restritos.
Na esfera laboral, as principais reivindicações são o fortalecimento da negociação coletiva ao nível de cada ramo de produção e não de uma forma geral como pretendem os empregadores, bem como a efetivação da semana de trabalho de 40 horas no setor público.
Pedirão também o fim da perseguição sindical promovida pela Controladoria da República, o cumprimento da legislação contra o assédio laboral – a chamada Lei Karin – e avançar para uma verdadeira reforma previdenciária.
Questões como o direito de usufruir de uma creche universal para todos os trabalhadores e travar a diminuição do orçamento do Estado destinado às políticas sociais serão incluídas nas reivindicações.
A Mesa Redonda do Setor Público, composta por 16 organizações filiadas à CUT, ratificou a sua participação na greve nacional com o objetivo de dar visibilidade às suas reivindicações, como o fortalecimento do emprego naquela área e a implementação de incentivos à aposentadoria definitiva.
A Associação dos Funcionários Municipais, o Colégio Nacional de Professores, a Associação Nacional dos Fiscais, representantes dos setores da saúde, jardins de infância e outros estarão também presentes no evento.
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