Domingo, Abril 06, 2025
NOTÍCIA

O chanceler italiano se opõe à guerra comercial entre a Europa e EUA

Roma, 5 abr (Prensa Latina) O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reafirmou sua posição contra uma guerra comercial entre Europa e Estados Unidos, após o aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump, segundo informou hoje um relatório.

Em uma entrevista ao jornal Il Giornale, publicada no site oficial do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Tajani disse que discutiu a questão em 3 de abril em Bruxelas, na Bélgica, com Marco Sefcovic, Comissário de Comércio e Segurança Econômica da União Europeia (UE), e eles concordaram com a importância de evitar uma escalada.

Espero que não haja guerra, isso tudo é uma escolha americana”, disse o ministro, e garantiu que ‘a UE não reagirá de forma desproporcional, mas com uma lista de produtos a serem protegidos’.

Para a Itália, as empresas norte-americanas que produzem motocicletas, bebidas alcoólicas, cosméticos, produtos de beleza e joias não devem ser punidas, porque exportamos mais para esses setores do que importamos”, mas ‘teremos que esperar até 15 de abril para definir a lista’, disse ele.

A negociação é de responsabilidade da UE, mas o governo italiano vem preparando suas ações há semanas e explicará ao governo dos EUA que a guerra comercial não é do interesse de ninguém”, porque ‘um ressurgimento da inflação também seria prejudicial para os próprios Estados Unidos’, enfatizou.

Por outro lado, ele reconheceu que “a atual balança comercial é desfavorável aos Estados Unidos”, mas disse que “estamos preparados para importar mais e investir para proteger nossas empresas” a fim de alcançar um equilíbrio.

O chanceler italiano afirmou que, em vista da situação atual causada pelo aumento das tarifas dos EUA, que está afetando seriamente a economia de seu país e da Europa em geral, “é hora de buscar novos mercados”.

Nesse sentido, Tajani apresentou o novo Plano de Ação para a Aceleração das Exportações para Mercados Extra-UE, com o objetivo de mitigar o efeito das tarifas dos EUA, dado o fato de que os Estados Unidos são o maior parceiro comercial da Itália fora da UE e seu segundo maior destino de vendas, com 10,3% do total.

Em 2024, as vendas italianas para os EUA totalizaram cerca de 65 bilhões de euros e geraram um superávit de aproximadamente 39 bilhões de euros.

O objetivo do novo plano é expandir o esforço promocional para novos mercados, identificando os 14 principais destinos comerciais alternativos a serem considerados.

Entre elas estão as nações do Mercado Comum do Sul (Mercosul) na América Latina, bem como Índia, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de países dos Bálcãs e da África.

jha/ort/glmv

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa