Em uma entrevista ao jornal Il Giornale, publicada no site oficial do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Tajani disse que discutiu a questão em 3 de abril em Bruxelas, na Bélgica, com Marco Sefcovic, Comissário de Comércio e Segurança Econômica da União Europeia (UE), e eles concordaram com a importância de evitar uma escalada.
Espero que não haja guerra, isso tudo é uma escolha americana”, disse o ministro, e garantiu que ‘a UE não reagirá de forma desproporcional, mas com uma lista de produtos a serem protegidos’.
Para a Itália, as empresas norte-americanas que produzem motocicletas, bebidas alcoólicas, cosméticos, produtos de beleza e joias não devem ser punidas, porque exportamos mais para esses setores do que importamos”, mas ‘teremos que esperar até 15 de abril para definir a lista’, disse ele.
A negociação é de responsabilidade da UE, mas o governo italiano vem preparando suas ações há semanas e explicará ao governo dos EUA que a guerra comercial não é do interesse de ninguém”, porque ‘um ressurgimento da inflação também seria prejudicial para os próprios Estados Unidos’, enfatizou.
Por outro lado, ele reconheceu que “a atual balança comercial é desfavorável aos Estados Unidos”, mas disse que “estamos preparados para importar mais e investir para proteger nossas empresas” a fim de alcançar um equilíbrio.
O chanceler italiano afirmou que, em vista da situação atual causada pelo aumento das tarifas dos EUA, que está afetando seriamente a economia de seu país e da Europa em geral, “é hora de buscar novos mercados”.
Nesse sentido, Tajani apresentou o novo Plano de Ação para a Aceleração das Exportações para Mercados Extra-UE, com o objetivo de mitigar o efeito das tarifas dos EUA, dado o fato de que os Estados Unidos são o maior parceiro comercial da Itália fora da UE e seu segundo maior destino de vendas, com 10,3% do total.
Em 2024, as vendas italianas para os EUA totalizaram cerca de 65 bilhões de euros e geraram um superávit de aproximadamente 39 bilhões de euros.
O objetivo do novo plano é expandir o esforço promocional para novos mercados, identificando os 14 principais destinos comerciais alternativos a serem considerados.
Entre elas estão as nações do Mercado Comum do Sul (Mercosul) na América Latina, bem como Índia, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de países dos Bálcãs e da África.
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