A ministra responsável pela pasta de Energia e Minas, Inés Manzano, através de um vídeo publicado nas redes sociais por volta de meia-noite, garantiu que passar oito a 14 horas sem luz é uma medida “dolorosa, mas responsável”.
Afirmou que o Equador enfrenta uma crise dinâmica e sem precedentes que “o obriga a adaptar-se às mudanças de cenários” e indicou que no domingo, 27 de outubro, realizará uma nova avaliação do panorama energético nacional.
Manzano insistiu que é uma decisão difícil com base na difícil situação climática, onde o principal problema são os fluxos reduzidos em sistemas hídricos importantes, como Mazar ou Coca Codo Sinclair.
Antes do anúncio da ministra, Noboa pediu na noite de quinta-feira ao Comitê Consultivo Permanente de Energia Elétrica que tomasse decisões imediatas para preservar a usina de Mazar, garantindo a continuidade do sistema elétrico.
Nos últimos dias, a represa de Mazar, a maior do país, caiu para 2.111,67 metros acima do nível do mar, enquanto seu caudal atingiu apenas 5,3 metros cúbicos por segundo.
Até o momento, as operadoras não divulgaram o novo cronograma de interrupções e Manzano não especificou a partir de quando será aplicado o aumento de horas sem energia elétrica.
Há uma semana, Noboa e sua ministra responsável anunciaram que os cortes de energia diminuiriam gradualmente de oito para seis horas e chegariam a quatro horas por dia no início de novembro.
Engenheiros e especialistas insistiram que esta promessa do Executivo não tinha suporte técnico e era inviável reduzir os apagões, iniciados em 23 de setembro.
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