Meus pêsames pelo falecimento do meu amigo, o ex-primeiro-ministro da Índia Manmohan Singh. Fomos contemporâneos no governo na primeira década do século XXI e trabalhamos juntos para o crescimento das relações entre nossos países e para a construção de um mundo mais justo”, escreveu Lula na rede social.
Ele relatou que Singh participou da criação do chamado IBAS, um mecanismo de coordenação entre três países emergentes: Índia, Brasil e África do Sul.
O ex-sindicalista também lembrou que participou da fundação do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Em 2012, quando ele não era mais presidente, nos encontramos em Nova Delhi e conversamos muito sobre desenvolvimento, combate à pobreza e à fome e cooperação no Sul Global.
Meu abraço solidário ao povo da Índia, à família, aos amigos e aos colegas de Manmohan Singh”, resumiu Lula em sua carta.
Economista de profissão, Sing foi primeiro-ministro de 2004 a 2014.
Ele é considerado um dos responsáveis pela transformação da economia indiana e o arquiteto do crescimento econômico subsequente, graças às medidas que implementou na década de 1990, quando era ministro das finanças.
Até o momento, as causas de sua morte não foram esclarecidas, embora, de acordo com a mídia indiana, ele tenha sido internado em um hospital em Nova Délhi em estado crítico.
Nascido na região de Punjab Ocidental (atual Paquistão) em 1932, Singh fez parte do histórico Partido do Congresso (INC) da dinastia Nehru-Gandhi durante toda a sua carreira política, sendo o último membro desse partido a ocupar o cargo de primeiro-ministro.
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