A Diretoria Executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliará os passos dados pelo governo para receber o programa de assistência financeira, onde as modificações na lei do Bitcoin foram o obstáculo, segundo economistas.
O grupo diretor do fundo verá se o país atendeu às demandas de redução dos gastos sociais, introdução de reformas para que o bitcoin não tivesse mais curso legal e ajustes trabalhistas que envolveram a demissão de algumas centenas de trabalhadores.
Desde 2021, o governo do Presidente Nayib Bukele tem estado a negociar o pedido de fundos que presumivelmente permitirá que outras multilaterais abram a sua carteira aos planos do governo.
Esta etapa segue-se a um acordo técnico com o governo em 18 de dezembro de 2024 e espera-se progresso após o governo cumprir as condições, especialmente as reformas da lei do bitcoin, que desde a sua entrada em vigor em setembro de 2021 foi o principal obstáculo para que o acordo fosse consolidado após quatro anos de negociações.
Uma medida que será revista será o ajuste fiscal solicitado, através do qual o governo se compromete a aplicar uma medida de 3,5 pontos do Produto Interno Bruto (PIB) durante três anos.
Este passo traduz-se num compromisso de implementar medidas para aumentar a renda e reduzir os gastos públicos.
Se o Conselho de Administração aprovar as medidas e avançar para o programa de 1,4 bilhão de dólares, mais dívida para o país, as estimativas indicam que será aberta a chave para El Salvador receber 3,5 bilhões de dólares em empréstimos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Também serão acrescentados empréstimos do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).
mem/lb / fav