Quando vemos o aumento dos gastos militares nos países europeus, temos que compará-los com a era da Guerra Fria, disse Rutte em declarações à CBS, citadas pela imprensa local.
Na quinta-feira passada, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores da aliança atlântica, o secretário de Estado Marco Rubio exigiu que os parceiros europeus gastassem cinco por cento do produto interno bruto com as forças armadas, mais do que o dobro do compromisso existente.
Pelo menos 14 membros da OTAN não conseguiram nem mesmo atingir gastos militares de 2% do PIB, em meio a uma situação econômica difícil, devido ao aumento dos preços da energia e à inflação recorde em muitos deles.
Rutte foi forçado a confirmar em comentários à CBS que Washington continua comprometido em proteger a Otan, inclusive em solo europeu, com seu arsenal nuclear, depois que o presidente francês Emmanuel Macron propôs que a Europa fosse protegida sob seu guarda-chuva nuclear.
Polônia, Alemanha, Lituânia e Dinamarca já iniciaram negociações com Paris sobre essa proteção francesa, além de abordar aspectos de uma questão que vem sendo discutida há anos na região: a criação de um exército europeu.
Embora sob o manto do conflito ucraniano ele agora deva ser muito maior, já em 2023 o aumento geral dos gastos militares na Europa chegou a US$ 552 bilhões, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
Naquela época, observou o Sipri, o aumento dos gastos
Naquela época, observou o Sipri, o aumento dos gastos militares foi 16% maior do que em 2022 e 62% maior do que em 2014, quando Kiev lançou uma operação antiterrorista contra as regiões revoltosas no sudeste da Ucrânia.
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